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Bancada do PSOL cobra rigorosa investigação sobre ameaças a parlamentares negras de Porto Alegre

Foto: Divulgação

A bancada do PSOL na Câmara encaminhou ofício ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e ao presidente da Câmara, Arthur Lira, reivindicando que seja instalada uma rigorosa investigação para apurar as ameaças de morte sofridas pela bancada negra de Porto Alegre.

No último dia 6, as vereadoras Laura Sito (PT), Daiana Santos (PCdoB) e Karen Santos (PSOL) foram ameaçadas de morte. Na mensagem de email, uma pessoa que se identifica como moradora do Rio de Janeiro diz que irá até à capital gaúcha para executar os parlamentares negros. O e-mail diz ainda que a Câmara de Vereadores da capital gaúcha é um espaço destinado a “homens brancos de bem”. O texto também tem ofensas LGBTfóbicas.

Diante da ameaça, parlamentares da bancada negra, formada pelas três vereadoras e por Bruna Rodrigues (PCdoB) e Matheus Gomes (PSOL), registraram um boletim de ocorrência (BO) e fizeram um protesto na “Esquina Democrática”, ponto tradicional de manifestações sociais na cidade.

“No contexto de ascensão da extrema-direita, a situação em que se encontra o país é de enorme gravidade e demonstra uma escalada de violência que coloca em risco a própria democracia brasileira. A tentativa de intimidação dos parlamentares da bancada negra demonstra que as instituições precisam reagir com vigor contra a violência política e racial”, destaca um dos trechos do documento.

Para a líder do PSOL na Câmara, deputada Talíria Petrone (RJ), ações urgentes são necessárias para deter a naturalização da violência política, sobretudo contra mulheres negras: “Essas ameaças, que têm se tornado uma constante no país, se configuram como um problema de Estado, uma vez que parlamentares correm o risco de não poderem exercer seus mandatos para os quais foram eleitos democraticamente. Além de uma grave ameaça à vida, isso é um ataque frontal à democracia. Esperamos que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, determine rigorosa investigação. Precisamos de uma resposta firme sobre mais essa violência contra os nossos”.

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) também se manifestou sobre o caso: “Os vereadores da bancada negra de Porto Alegre vêm sofrendo ataques racistas sistemáticos, seja por ameaças diretas ou por tentativas de cercear a liberdade de expressão deles. Recentemente, a Câmara Municipal chegou ao absurdo de aprovar um projeto de lei prevendo a punição dos parlamentares que não se levantassem durante a execução do hino do Rio Grande do Sul. O PSOL entende que há uma perseguição organizada contra os parlamentares e exigimos que o poder público tome providências imediatas para protegê-los. Exercer cargo eleito sendo negro, mulher ou LGBTI+ no Brasil é algo de alto risco, como provam os casos da nossa companheira Marielle, brutalmente assassinada, e das parlamentares trans ameaças em todo país. Não vamos aceitar calados”.

 

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