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PSOL pede cassação de deputado que interrompeu Talíria Petrone durante audiência com ministro da Justiça

O PSOL protocolou nesta terça-feira (21) uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado José Medeiros (PL-MT), que na última quarta-feira (15) interrompeu a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) de forma grosseira, durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Casa. Na ocasião, a deputada do PSOL questionava o ministro da Justiça, Anderson Torres, sobre a execução, pela Polícia Rodoviária Federal, de Genivaldo de Jesus, em Sergipe.

Em sua pergunta, Talíria também mencionou os terríveis assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, no Vale do Javari, no Amazonas. O deputado bolsonarista tentou impedir a fala da deputada, com ameaças, gritos e xingamentos. Ele chegou a levantar e partiu em direção ao deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que pedia respeito à fala de Talíria Petrone.

Na representação, assinada pelo presidente do partido, Juliano Medeiros, o PSOL lembra que, infelizmente, não é o primeiro caso de violência política de gênero no país – nem é a primeira vez que tentam silenciar a deputada do Rio de Janeiro. “O esforço em colocar uma mordaça nas liberdades democráticas é o verdadeiro modus operandi da atuação deste Governo – seguido fielmente pelo deputado Medeiros. A lógica do combate ao inimigo, típica de regimes autoritários, está presente de forma constante na condução de Bolsonaro e seus aliados e não por acaso mulheres negras que decidem ocupar a política carregando um conjunto de pautas concernentes à suas realidades, como Talíria Petrone, são alvos constantes”, ressalta o PSOL no documento.

O partido pede que o Conselho de Ética da Câmara instaure o processo de investigação e declare a quebra de decoro parlamentar por parte de José Medeiros, cassando o seu mandato. “Dessa forma, em face das gravíssimas violações à Constituição Federal, ao Código de Ética e ao ordenamento jurídico, havendo o Representado agido de forma machista, misógina, ilegal e abusiva – e de modo incompatível ao decoro parlamentar, impõe-se a cassação do mandato do Representado”, enfatiza.

Para Talíria Petrone, é inadmissível que qualquer parlamentar tente calar uma deputada eleita e com legitimidade para fazer questionamentos a qualquer integrante do governo. “Se o deputado bolsonarista tinha a intenção de me calar, perdeu tempo, porque nada vai nos intimidar diante do ódio e da forma violenta como agem. Agora queremos que ele responda por essa atitude que não condiz com a postura de um homem eleito para um cargo público. Vamos reagir à altura da agressão que ele desferiu contra mim”, disse a deputada.

 

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