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Repúdio a Sergio Camargo, da Fundação Palmares, ao seu desserviço na luta antirracista

É lamentável que Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, que deveria usar o seu cargo público para desenvolver ações de preservação da memória e da cultura da população negra brasileira, perca seu tempo em atacar, pelas redes sociais, quem diverge de sua política.

Desde que assumiu a Fundação Cultural Palmares, desvia a função primordial do órgão que preside. Seu trabalho tem sido atacar a memória dos que vieram antes de nós na luta contra o racismo estrutural, fruto de séculos de escravização e colonialismo. Chamou representantes do movimento negro de escória maldita, atacou a memória de Zumbi, ofendeu o povo de terreiro, questionou o Dia da Consciência Negra. Agora, de forma autoritária, retirou Marina Silva do rol de personalidades negras da instituição.

A postura de Sérgio Camargo - baseada em arroubos autoritários típicos do bolsonarismo - definitivamente não condiz com o cargo que ocupa. Não é este homem, com esta postura que reproduz o racismo e envergonha nossa história de resistência, que irá questionar minha realidade enquanto mulher negra. Está mais do que na hora de devolver a Fundação Cultural Palmares ao povo, ao qual ela deveria servir.

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